terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nocaute de Minota não surpreendeu Fedor


Uma unanimidade quando o assunto é peso pesado no MMA, Fedor Emelianenko está se preparando para sua segunda luta no Affliction, desta vez contra o bielo-russo Andrei Arlovski, no próximo sábado (24). Sem saber o que é derrota há oito anos, o russo, em recente entrevista ao site MMA Fanhouse, confessou que não se surpreendeu com o resultado da luta do brasileiro Rodrigo “Minotauro” no UFC 92, quando o baiano acabou nocauteado – pela primeira vez na carreira – por Frank Mir.

“Não me surpreendeu. Antônio (Minotauro) já foi bastante punido ao longo dos anos, teve muitas lutas e cedo ou tarde isso o pegaria. Cedo ou tarde, alguém o nocautearia, especialmente com o seu estilo de luta: ele leva muitos golpes, erra muitos socos e ao longo da carreira isso representa alguma coisa. Ao mesmo tempo, você tem que dar muito crédito a Frank, pois ele foi o cara que tirou vantagem disso e fez o certo ao bater ele”, comentou o russo, que já enfrentou o brasileiro três vezes, vencendo duas e terminando a outra em “no contest”.

Com a experiência de quem já enfrentou adversários como Minotauro, Mirko “Cro Cop”, Mark Coleman, Heath Herring, Semmy Schilt, Ricardo Arona e outros grandes nomes – vencendo todos –, o russo apontou o um brasileiro como um de seus oponentes mais duros. “Todos os oponentes são duros. A parte interessante é a preparação para esses caras porque você se prepara de um jeito, levando em conta suas forças e fraquezas. Se tivesse que escolher uma batalha que se tornou a mais difícil seria entre Nogueira ou Mirko Cro Cop”, apontou Fedor, que derrotou ambos na decisão.

Após sua última vitória, sobre Tim Sylvia no Affliction, o americano chegou a afirmar em entrevista que Fedor não era humano. Fedor, no entanto, garante que é um ser humano como outro qualquer. “Têm muitas coisas que faço todos os dias que todos fazem. Eu rezo, vou à igreja, leio livros, saio com meus amigos... Todas essas coisas que pessoas normais fazem, eu também faço. Também jogo xadrez, treino, é claro, e vou à sauna”, conta o russo, que aos 32 anos não sabe quando se aposentará, mas pensa no que fará no futuro.

“Quero lutar enquanto for possível. É Deus quem decide o que o futuro trará. Até certo ponto na minha carreira veremos a que direção a vida me leva, mas eu gostaria de treinar crianças no futuro”, revela o lutador. Perto de fazer sua segunda luta no Affliction, principal concorrente do UFC, hoje, nos Estados Unidos, Fedor rebate as declarações de Dana White, dono do Ultimate, que afirmou que o russo não controlava sua própria carreira, mas sim Vadim Finkelstein, seu empresário.

“Bem, isso não é inteiramente verdade. Vadim é um grande amigo, é meu parceiro e muito bem qualificado e já provou ser um grande manager. Ele tem uma história construindo minha carreira e colaborando com várias organizações, que me deram oportunidades de lutar com os melhores lutadores do mundo. Todos têm suas funções no negócio, e meu papel é lutar. O papel de Vadim é negociar com pessoas como Dana White”, finalizou o russo.

Nenhum comentário:

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Compare Produtos, Lojas e Preços